
Quero compartilhar com vocês a minha satisfação em participar do 1º Concurso de Redações com o tema:"Responsabilidade ambiental- O que eu tenho a ver com isso?" realizado pela instituição de ensino SENAI- “Oscar Lucio Baldan”, aqui em Matão- SP. Tendo conquistado a 2º colocação na categoria prosa, para mim significou um alento a mais para continuar com a arte de escrever. Quero dizer que as demais redações e poesias estavam com um nível excelente e parabenizo seus respectivos autores pela atitude tão rica, mas que ainda precisa de fomento maior e percepção da maioria da população. Quero agradecer a comissão julgadora, a iniciativa e audácia da AAPM- Senai de realizar este projeto. Continuem assim viu!
Felicitações em especial a Thais Saes Miassi e Sr. Aparecido Rodrigues Leite pela simpática recepção.
Portanto, vejam a minha crônica premiada na 2º colocação na categoria prosa:
Uma Mulher de “Responsa”
Autora: Paloma Cristina Vieira dos Santos
Dona Rosa, negra risonha, levanta cedo todos os dias para fazer aquilo que adotou como seu ganha-pão; varrer quilômetros de ruas movimentadas e ruidosas de São Paulo. Conhece bem na cidade maravilhosa todos os seus bairros, avenidas e pontos turísticos. Ela tem vontade de um dia conhecer mais lugares, (passeando é claro). Nunca se casou e não tem filhos, pois acredita não ter sorte no amor. Depois de frequentar muita roda de samba ela diz com entusiasmo que um dia encontrará o “cravo de sua vida”.
_ Lá esta eu, nas ruas sujas ao invés de um jardim florido e vestindo um macacão laranja ao invés de um vestido rosa. “Oh meu pai é tão impossível?!” _ Revelou aos risos estridentes durante as conversas animadas com suas colegas de trabalho. Dentro do microônibus da prefeitura, todos ali admiravam a paisagem cosmopolita até a hora de desembarcar com suas pás e vassouras. Dona Rosa antes de começar a faxina urbana, entra em uma padaria para tomar café pingado. De quebra presta atenção na chamada do noticiário. “Gosto de estar por dentro de TU-DO! Depois que terminei o supletivo comecei a gostar desse tal jornal falado”. Comenta para o rapaz arredio, que esboçara um simples sorriso.
O jornalista indaga: “Você sabe o que é Responsabilidade Ambiental?” Tomando o seu café sem desgrudar os olhos da tela e refletindo sobre a pergunta, Dona Rosa lembra que este foi o último tema que estudou e garantiu a sua aprovação no Ensino Médio.
Logo, aproxima um senhor bem vestido e sisudo que pede um café expresso ao balconista.
“Vamos logo criatura estou com pressa!”
Dona Rosa pensa “Quem é esse ricão grosso ai?”. Dava pra notar o mal- humor. Começa a falar alto ao celular xingando com palavras de baixo calão (pobre do individuo que recebeu aqueles “nomes”!). Pois bem só faltou sair fumaça pelas ventas.
O Revoltado com a vida traz consigo uma pasta cheia de papeis e ao notar a presença da Gari ele joga tudo no chão sujando a calçada da padaria. “tem serviço pra você, cata tudo ai!”
Mas naquele momento, Dona rosa sabia que se usar fogo contra fogo ambos iriam queimar. Largou sua vassoura e pôs diante dele encarando- o. Todos que estavam lá ficam admirados com a atitude.
Então em voz alta declama: “Eu sou gari, trabalho há muito tempo nisso e vejo todos os dias à situação em que nós vivemos. Não temos direitos de sujar o nosso espaço e muito menos sujar a moral do próximo com ignorância. Nós vemos ai diariamente na TV, a situação em que o planeta tenta sobreviver. E pessoas como o senhor não enxergam o mal que fazem com o meio em que vive... Esse trabalho não corresponde somente a mim...” Havia uma lixeira próxima, Dona rosa a trouxe pra mais perto dele e disse; “Espero que o senhor tome a iniciativa de contribuir com a limpeza desse local”!
De repente, uma ovação calorosa a Dona rosa envergonha o mal-humorado. Imediatamente ele recolhe os papéis jogados e logo em seguida todos emitiram vaias e grunhidos imitando porcos. O senhor foi embora sem olhar pra traz.
Podemos ver que não precisamos ter poder aquisitivo para contribuir com a preservação do ambiente. Vimos o exemplo de Dona Rosa. O que basta é sermos responsáveis ambientalmente e socialmente.
Eita mulher de “responsa” essa Dona Rosa, hein!
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